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paulo roberto pugialli - atelier - Curitiba - PR - 2008
foto H. Palhi
Paulo Roberto Pugialli: Do Som à Imagem
Após um longo período dedicado à música – área artística onde compôs para filme, teatro, balé, audiovisual e concerto, além de ser intérprete de compositores dedicados à linguagem musical contemporânea de vanguarda e experimental –, Pugialli volta seu foco para as artes visuais (desenho, pintura, gravura e a confecção de obras tridimensionais) em 1994. Em Ishfaireeka Tay'ya (1998) e Um Corte na Imagem do Silêncio (1999), duas de suas instalações, por exemplo, faz uso de conceitos oriundos de sua experiência musical, como noções concernentes às propriedades físicas das ondas sonoras.
Premiado no 8º Salão de Artes Plásticas da UFRJ pela composição, direção e produção musical do audiovisual "Delírio, Meu Delírio", das artistas plásticas Graziela Peres e Sandra Ó, Pugialli estudou na década de 1980 com Antônio Guerreiro, H.J. Koellreutter, Mamour-Bá, Mario Ficarelli, Henrique Pinto, Orlando Fraga, Murray Schafer, Marisa Fonterrada, Carlos Kater, Silvio Ferraz, Rodolfo Caesar, José
Penalva e Eduardo Guimarães Álvares. Suas composições foram interpretadas por músicos renomados mundialmente, incluindo o oboísta norte-americano Harold Emert, o violoncelista inglês David Chew e a clarinetista norte-americana Christina McDonnell.
Ele também participou de diversos eventos ligados à linguagem e produção musical contemporânea, com destaque para as Bienais de Música Brasileira Contemporânea, o Panorama da Música Brasileira Atual e a IV Mostradamus. Compôs a música incidental e dirigiu musicalmente a peça teatral "Trem de Lata", de Ana Devesa (texto 1º prêmio de dramaturgia para bonecos FUNDACEN/87).
No Rio de Janeiro, fundou o grupo de música contemporânea Trima Contemporânea, dedicado à interpretação de autores vivos. Integrou o grupo de música nova e experimental Expele Metal e a Orquestra Rio de Violões, com a qual gravou Tom Jobim, Luiz Gonzaga e Ernesto Nazareth no disco "Novas Direções". Foi músico convidado para a execução do Concierto de Louvacíon, do catalão Llorenç Barber Colomer (para 150 sinos de 22 igrejas do Centro da Cidade do Rio de Janeiro), um concerto comemorativo à visita do Papa João Paulo II ao Rio de Janeiro, promovido pela Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro e Conservatório Brasileiro de Música. Integrou o grupo teatral Hombu durante a temporada do espetáculo "As Cinco Pontas de Uma Estrela", sob direção musical de Ian Guest e direção geral de Ney Matogrosso, ao lado da compositora, pedagoga e contadora de estórias Bia Bedran.
Restaurou partituras originais de Carlos Gomes e Ernesto Nazareth para o pianista Miguel Proença e Orquestra Filarmônica do Rio de Janeiro, e para o Duo Paulo Moura e Clara Sverner.
Segundo o artista plástico José Maria Dias da Cruz, em carta ao MinC (2001), "Sua obra está em consonância com as mais avançadas pesquisas da arte contemporânea internacional... ampliando os conceitos de linha, superfície e ritmo". João Henrique do Amaral, Diretor do Museu de Arte Contemporânea do Paraná, mencionou em entrevista ao jornal Gazeta do Povo On Line (2001):
"Considero a instalação Ishfaireeka Tay'ya, de Pugialli, como uma das mais valiosas do acervo do MAC por sua conceitualidade…".
Pugialli cursou dois anos de Publicidade na Faculdade de Comunicação e Turismo Hélio Alonso - RJ. De 1980 a 1986, estudou na Escola de Artes Visuais do Parque Lage sob orientação de Luiz Aquila, Charles Watson, Rubem Breitman, Luiz Ernesto e John Nicholson; em 1983, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro.
Nos anos 90, mudou-se para o Sul do país. De 1994 a 1996, frequentou o Museu da Gravura da Cidade de Curitiba, onde obteve orientação de Ana González e Nelson Hohmann. Começou a expor em 1994. Desde então, iniciou uma série de mostras de sua produção artística em importantes instituições culturais do país: Museu de Arte de Joinville, Casa Andrade Muricy, Conjunto Cultural da Caixa, SESC e Fundação
Cultural BADESC, Palacete dos Leões, Teatro Municipal de São Carlos. Marcou presença em eventos de importância nacional como a 10ª Mostra do Desenho Brasileiro e o 1º Salão SESC de Gravura. Contratado pelo Instituto de Ação Social do Paraná (hoje FAS) e Centro Cultural Teatro Guaíra, nos anos de 1994, 1995 e 1996, ministrou oficinas especiais de artes plásticas aplicadas à criação de instalações sonoras e ao desenvolvimento musical experimental de cunho percussivo para adolescentes em situação de risco pessoal e social, assistidos no Centro de Formação Profissional de Campo Comprido, em Curitiba-PR. Em 1999, foi convidado a expor na reabertura do Museu de Arte Contemporânea do Paraná. Recebeu prêmio no 55º Salão Paranaense em 1998.
Em 2003, fundou o atelier Officium Ars, onde suas atividades se estenderam ao desenvolvimento de projetos de identidade corporativa e editorial, e à execução de projetos expositivos e expográficos; além de montagem de mostras de arte. De 2007 ao presente, tem realizado exposições e trabalhado em projetos gráficos diversos. Em 2015, fundou o atelier Movimento Par – tão somente dedicado ao design.
Em 2014, na cidade serrana de Urubici – SC, durante a gestão de Maria Lucia de Souza Beltrame Costa, ministrou laboratório de arte e experiência espaço visual a pessoas assistidas na APAE.
Paulo Roberto Pugialli está representado em diversos acervos no Brasil.
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